sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Importância de estudar e pregar o antigo testamento

Por: Jailson Santos


INTRODUÇÃO

Há quem tenha observado que pouco se prega sobre o Antigo Testamento. Possivelmente, existem pessoas que acreditam que o Antigo Testamento é uma parte superada da Bíblia, tendo se tornado peça de antiquário ou de museu. Dr. Page Kelley, disse hiperbolicamente “que se os livros do Antigo Testamento fossem substituídos por páginas em branco, à maioria dos pastores sequer notaria a diferença”. [1]

Segundo Isaltino professor de homilética a cada quatro sermões pregados apenas um é no Antigo Testamento mesmo ele sendo maior que o novo. [2] Se fizermos uma pesquisa nas Igrejas iremos constatar que a maioria das pessoas lê e estuda mais o Novo Testamento que o Antigo. Há uma supremacia do Novo Testamento e um Desprezo do Velho.

As razões para este desequilíbrio são diversas. Uns dizem que não consegue estendê-lo. Outros dizem que ele não é tão importante, pois estamos “no tempo da Graça”. Ainda outros que vão mais longe e o considera obsoleto.

Todavia o Antigo Testamento é tão relevante quanto o Novo. O autor das Escrituras é o próprio Deus. Ele que a inspirou de Gênesis ao Apocalipse. Essa verdade está explicitamente descrita no capítulo I da Confissão de Fé de Westminster quando diz: “Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática [...]” [3] (negrito meu). Deus não se revelou apenas em parte da história, mas em todas as épocas e isto nos mostra a unidade das Escrituras como revelação progressiva, lógica e coerente. [4] Quem despreza o Antigo Testamento é ferir a unidade das Escrituras.

Por que muitos cristãos evitam estudar e pregar no antigo testamento? Como entender o antigo testamento? Por que devemos pregar em textos do antigo testamento? O Objetivo deste trabalho é responder as estas perguntas de forma simples e resumida. Não pretendemos aqui esgotar o assunto, mas apenas lançar luz a nossa mente sobre o mesmo.

I. POR QUE MUITOS CRISTÃOS EVITAM ESTUDAR E PREGAR NO ANTIGO TESTAMENTO?

Há varias razões pelas quais os Cristãos não estudam e pregam com freqüência no Antigo Testamento. Aqui veremos apenas três.

1.1. Interpretação Teontológica equivocada.

Uma das principais razões para a falta de pregação no Antigo Testamento, é à má interpretação da pessoa de Deus, no que diz respeito à progressividade da Revelação. Que teve seu inicio com Marcião (Um herege gnóstico que viveu na Ásia Menor no segundo século d.C.), para ele o Deus do Antigo Testamento é diferente e até mesmo inferior ao do Novo Testamento. [5] Ele acreditava que o Deus carrasco e mal da antiga aliança não pode ser conciliado com o Deus amoroso e gracioso do novo pacto da graça.

Essa interpretação de Marcião ganhou força com os racionalistas e trouxe uma dicotomia da Bíblia entre Lei e Graça, onde à última passou a ser exalta e a primeira desprezada. Alguns chegam a dizer: “para que se preocupar com a Lei se nós estamos no tempo da Graça?” Esse pensamento traz a idéia que o Antigo Testamento é pouco importante, e até mesmo para alguns, obsoleto. [6]

Essa má interpretação da Revelação de Deus tem levado muitos pregadores a desprezarem a pregação das verdades contidas no Antigo Testamento. Eles Pregam muito sobre a Graça, mas se esquecem da importância da Lei para se compreender a Graça. Assim é necessário entendermos que “Não podemos cometer o erro de criar uma dialética: AT = Lei e NT = Graça. O Antigo Testamento contém Lei, mas também contém evangelho em forma de promessa e graça, e vice - versa em relação”. [7]

Lloyd-Jones comentando o sermão do montes diz: “Ora isso é algo que mui freqüentemente percebemos haver sido olvidado nessa tentativa de se estabelecer a antítese entre a lei e a graça; e o resultado é que os homens e mulheres com freqüência ignoram, completa e inteiramente, a lei”. [8]

1.2. Ignorância quanto ao contexto, costumes e língua. [9]

Pregar a a Bíblia exige um esforço muito grande, mas pregar no Antigo Testamento exige uma dedicação maior ainda. Há algumas razões para essa dedicação:

1.2.1. Contexto. Para estudar e pregar no Antigo Testamento compreender o contexto histórico, cultural e social do Antigo Testamento. [10]

1.2.2. Costumes. Estudar e pregar no Antigo Testamento exige mais cuidado e mais atenção que no Novo. Exige um bom conhecimento da cultura daquela época. Precisa-se saber dos costumes. [11]

1.2.3. Língua. Talvez essa seja a principal razão pela qual os cristãos evitam o Antigo Testamento. Falta de conhecimento, do Hebraico (língua em que o Antigo Testamento foi escrito) têm levado muitos a não estudar e expor os textos do Antigo Testamento.

1.3. Falta de familiaridade com o texto.

Muitos cristãos evitam o estudo do Antigo Testamento por causa dos abismos que há entre ele e o texto. A diferença de tempo, idioma, escrita, costumes e outros aspectos fazem do Antigo Testamento algo não tão familiar para os cristãos contemporâneos. Por não ser história e narrativas do dia-a-dia muitos optam por desprezar o antigo Testamento, por alegar que não consegue entendê-lo.

II. COMO ENTENDER O ANTIGO TESTAMENTO?

Como já foi dito a diferença de tempo, idioma, escrita, costumes e outros aspectos fazem do Antigo Testamento uma parte de difícil interpretação na Bíblia. Aqui falaremos de maneira simples e resumida alguns passos para a interpretação do Antigo Testamento.

2.1. Determine o tipo de literatura.

Um livro qualquer do Antigo Testamento constitui apenas uma das muitas formas literárias que se acham nela. Muitas pessoas nem sequer tem consciência de que as Escrituras contém vários tipos de literatura, tais como: poesias, provérbios, orações, discursos, histórias, leis, biografias e Profecias. Cada um deles deve ser interpretado de forma diferente. Não se interpreta poesias como se interpreta profecias. Compreender o gênero e fundamental para o entendimento da passagem do Antigo Testamento que se está estudando. Para Bill T. Arnold “quando não é levado em consideração o tipo de literatura, pode-se chegar a uma interpretação distorcida da passagem bíblica”. [12]

2.2. Compreenda o contexto do Antigo Testamento.

Para compreender o Antigo Testamento assim como qualquer parte da Bíblia é necessário considerar o contexto cultural, social e religioso da época na qual o mesmo foi escrito. Entender o que está a voltado texto é fundamental para uma boa compreensão do mesmo. Alem disso é necessário analisar os seguintes contextos: [13]

2.2.1. Contexto imediato. Diz respeito às sentencias que vem antes e depois da do texto que se está estudando.

2.2.2. Contexto remoto. O contexto remoto descreve o material bíblico nos capítulos ao redor e mais distantes. Segundo Bill T. Arnold, através dele pode-se e é possível pesquisar uma idéia ao longo de todo o Antigo Testamento. [14]

2.2.3. Contexto histórico. O contexto histórico refere-se ao momento da História em que o autor escreveu determinada passagem da Bíblia. Teremos uma compreensão melhor do livro de Lamentações, por exemplo, se soubermos que o autor estava descrevendo a condição de Jerusalém depois de sua destruição em 587 a.C. Podemos entender melhor o significado de um salmo de Davi se soubermos a ocasião em que ele foi escrito. Assim, o contexto histórico forma o pano de fundo sobre o qual o autor bíblico compôs seu texto. [15]

2.3. Leia o Antigo Testamento de maneira cristocêntrica.

Ao ler o Antigo Testamento não se deve esquecer que ele aponta para cristo. Para Agostinho, o cânon bíblico, inclusive o Velho Testamento, deve ser abordado como uma unidade cristocêntrica. [16] Cristo é o tema central, tanto de Novo como do Velho Testamento. Thomas Adams afirmar que Cristo é “a suma de toda Bíblia, profetizando, tipificando, prefigurando, Exibido, demonstrado, a ser encontrado em cada folha e em cada linha”. [17] Para Calvino, “cristo é a substância, escopo e essência da revelação bíblica, e só é possível compreender as Escrituras, se elas forem lidas ‘com o propósito de encontrar Cristo nelas’”. [18]
Segundo Abraão Kuyper um evento na vida dos patriarcas, um episódio da vida de Davi uma experiência dos profetas não ser apresentada como uma cena isolada, mas como uma unidade Cristologia, [19] sendo assim o Antigo Testamento só será entendido de forma clara e completa se lido na perspectiva Cristocêntrica.

III. POR QUE DEVEMOS PREGAR EM TEXTOS DO ANTIGO TESTAMENTO?

“Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino” (2 Timóteo 4. 2). A verdade expressar por Paulo a Timóteo aqui é que ele deve pregar a Palavra. Ele não diz pregue parte da Palavra, mas a Palavra. Aqui observarenos algumas razões pelas quais devemos pregar “todo o conselho de Deus”, inclusive os revelados no Antigo Testamento.

3.1. “Toda Escritura é inspirada por Deus”.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, convencer, corrigir e educar na justiça [...]" (2 Timóteo 3:15-16). O autor das Escrituras é o próprio Deus. Ele que a inspirou de Gênesis ao Apocalipse. Essa verdade está explicitamente descrita no capítulo I da Confissão de Fé de Westminster quando diz: “Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática [...]” [20](negrito meu). Deus não se revelou apenas em parte da história, mas em todas as épocas e isto nos mostra a unidade das Escrituras como revelação progressiva, lógica e coerente. [21] As Escrituras do Antigo Testamento é tão Palavra de Deus como as reveladas e escritas no Novo. C. H. Spurgeon aconselhava os seus alunos que apegassem a verdade e anunciassem todo o conselho de Deus ao invés de procuraremos ajustar a nossa Bíblia a esta época. [22] Devemos Pregara o Velho Testamento porque também é Palavra de Deus.

3.2. Cristo pregou o Antigo Testamento.

Todas as mensagens pregadas por cristo tiveram como base o Antigo Testamento. O famoso sermão do monte pregado por Jesus teve como base as verdades já reveladas no Antigo Testamento e ele não foi apenas uma interpretação da Lei, mas uma citação da mesma. [23]
Durante todas as suas mensagens Jesus fazia citações ou alusões da Revelação da antiga aliança. Quando tentado usou as Escrituras do Antigo Testamento: Está escrito [...] (Mateus 4. 1-11). Aos escribas judeus Ele disse: "Examinem as Escrituras, pois achais ter a vida eterna através delas, e elas testemunham sobre Mim.” Nosso Senhor disse ainda aos discípulos sobre o Saltério: "há de se cumprir tudo, o que foi dito sobre Mim na lei de Moisés, nos profetas e nos salmos." Após a ceia pascal, "Jesus saiu com seus discípulos cantando para o Monte das Oliveiras" isto indica que eles entoavam os salmos. Conversando com os desanimados discípulos no caminho de Emaus Ele “começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (Lucas 24. 27).
As palavras do Salvador e Seu exemplo são suficientes para que a Igreja estude e pregue a lei de Moisés, os profetas e os salmos. O Antigo Testamento é Bíblia que Jesus usou, e, se o próprio Cristo o usou e dele tirou os mais profundos ensinamentos, nós também devemos usá-lo.

3.3. Os apóstolos pregaram o Antigo Testamento.

De igual modo a base da pregação dos Apóstolos era o Antigo Testamento. É provável que eles usavam a LXX (Tradução do antigo Testamento para O Grego) em suas pregações. Quando Pedro pregou seu primeiro sermão à base a revelação de Deus dada na Lei e nos Profetas: “Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi”; “Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite, Tome outro o seu bispado” (Atos 1). De igual modo o sermão de Estevão é um resumo interpretativo da Lei e dos Profetas. A carta aos Hebreus teve como sua base o as verdades reveladas aos Patriarcas. As cartas de Paulo é uma interpretação da Lei e dos profetas.
A base da pregação dos apóstolos e da Igreja primitiva foi o antigo Testamento. E se ele o alicerce da pregação por de Cristo, dos Apóstolos e dos Pais da Igreja, não pode ser desprezados em nossos púlpitos nos dias de hoje.
3.4. Uma pregação que exclui o Antigo Testamento é uma meia verdade.


O último Testamento lança luz sobre primeiro e abre nossa compreensão do mesmo, mas é impossível entendê-lo sem o primeiro. Despreza a pregação do Antigo Testamento é ferir a unidade da Bíblia. Segundo Abraão Kuyper um evento na vida dos patriarcas, um episódio da vida de Davi uma experiência dos profetas não ser apresentada como uma cena isolada, todavia todos os fatos históricos do Antigo Testamento são na verdade fragmentos da grande obra da Revelação de Deus. [24] Estudar e pregar apenas o Antigo Testamento é uma meia verdade e uma meia verdade está a um passo de uma meia mentira.
Estudar e prega a Bíblia sem considera o Antigo testamento é como assiste um filme a partir da metade, você até ver o final, mas não entende a história por completo. Despreza o estudo e a pregação do Antigo Testamento é ferir a unidade da Bíblia.

CONCLUSÃO
Agora que chegamos juntos ao fim deste trabalho, esperamos ter lançado luz sobre a importância do Antigo Testamento, a ponto de vê-lo como Palavra de Deus, respeitá-lo em sua forma e valorizarmos o seu estudo e a pregação do mesmo. Como já dissemos estudar e Pregar no Antigo Testamento exige mais cuidado e mais atenção que pregar no Novo. Exige um bom conhecimento da cultura daquela época, precisa-se saber dos costumes e ter um bom conhecimento do contexto histórico, cultural e religioso.
Essas dificuldades, por sua vez não podem nos impedir de estudarmos de forma sistemática o Antigo Testamento. O seu estudo é fundamental para o entendimento do Novo Testamento, e traz lições grandiosas para vida cristã.
Na Lei há os princípios que regem todas as sociedades. Nos profetas há uma declaração da vontade de Deus para o seu povo. Os Salmos são um conforto para a alma. Provérbios trazem instruções para a vida. Os livros Históricos nos ajudam a entendermos o presente.
Não podemos nos apegar ao Antigo Testamento e anularmos a Cristo como faz muitos Judeus, todavia não podemos desprezá-lo como faz os liberais, mas de forma sensata e equilibrada devemos estudar e pregar “todo o conselho de Deus”, inclusive os revelados no Antigo Testamento.



Por isso estudemos mais e preguemos mais o Antigo Testamento, pois ele também o é a Palavra de Deus.
[1] Page Kelley apud BAPTISTA, Walter Santos. O Antigo Testamento e a Pregação. Artigo disponível em: Acessado em: 16/06/2008
[2] FILHO, Isaltino Gomes Coelho. O uso do Antigo Testamento na pregação contemporânea. Disponível em:

Acessado em: 16/06/2008
[3] A Confissão de Fé de Westminster. 3a ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1997. Capitulo I.
[4] Cf. MEISTER, Mauro. Pregação no Antigo Testamento: É mesmo necessária? Artigo disponível em: Acessado em: 16/06/2008
[5] Ver: MEISTER, Mauro. Lei e Graça. São Paulo. Editora: Cultura Cristã, 2004. p.73
[6] Ver ANGLADA, Paulo. Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua. Knox Publicações. 2006. p. 49.
[7] Cf. BAPTISTA, Walter Santos. O Antigo Testamento e a Pregação. Artigo disponível em: Acessado em: 16/06/2008
[8] LLOYD JONES, Martyn, Estudos no Sermão do Monte, São Paulo: Editora Fiel, 1999. p. 12
[9] Para compreender a História de Israel ver SCHULTZ, Samuel J., A Historia de Israel no A.T. Ed. Vida Nova, 1986. 413 p.

E também: John Bright, História de Israel. São Paulo: Paulinas, 1978.
[10] Ver Pregação Cristocêntrica
[11] BAPTISTA, Walter Santos. O Antigo Testamento e a Pregação. Artigo disponível em:Acessado em: 16/06/2008
12] Arnold, Bill T. Descobrindo o antigo testamento São Paulo. Editora: Cultura Cristã, 2001. p. 30.
[13] Ver também: ibid e idem
[14] Ibid e idem.
[15] Cf. Arnold, Bill T. Descobrindo o antigo testamento São Paulo. Editora: Cultura Cristã, 2001. p. 30.
[16] Ver ANGLADA, Paulo. Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua. Knox Publicações. 2006. p. 125.
[17] Ibid p. 100
[18] Ibid p. 125
[19] Kuyper apud ANGLADA, Paulo. Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua. Knox Publicações. 2006. p. 125.
[20] A Confissão de Fé de Westminster. 3a ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1997. Capitulo I.
[21] Cf. MEISTER, Mauro. Pregação no Antigo Testamento: É mesmo necessária? Artigo disponível em: Acessado em: 16/06/2008
[22] Spurgeon apud ANGLADA, Paulo. Spurgeon e o Evangelicalismo Moderno. São Paulo. Editora: Os Puritanos, 1996. p. 31
[23] Vários livros do Antigo Testamento fazem referência à bem-aventurança. Dentre eles o livro de Provérbios e o livro dos Salmos são os que mais fazem referências às bem-aventuranças. Estes livros do Antigo Testamento eram lidos constantemente nas sinagogas, e mesmo aqueles que não sabiam ler conheciam de cor algumas das citações, entre elas as que envolviam a idéia da bem-aventurança.
Ver também os textos que São base para o texto do sermão do monte: Is 57: 15; Sl 51: 17 ; Is 57: 15; Sl 51: 10; Is 61: 1- 2; Nm 12: 3; Is 29: 19; Sl. 22: 26; Sl. 37: 11.
[24] Kuyper apud ANGLADA, Paulo. Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua. Knox Publicações. 2006. p. 180.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

Apostilhas.
LADEIA, Donizeti Rodrigues, Manual Metodológico para produção de monográfica: Anotações de Aulas, da matéria metodologia, apresentadas no Seminário Teológico José Manuel da conceição. São Paulo. 2008. 33 p.
LADEIA, Donizeti Rodrigues, Guia para Confecção de Projeto de Pesquisa: Anotações de Aulas, da matéria metodologia, apresentadas no Seminário Teológico José Manuel da conceição. São Paulo. 2008. 08 p.

Bíblias:
A BÍBLIA VIDA NOVA. Editor responsável: Russel P. Schedd. Antigo e Novo Testamento traduzido por João Ferreira de Almeida. 2 ed. São Paulo, Editora Vida Nova, 1988. 1065 pp.
BÍBLIAS DE ESTUDO GENEBRA. Editor Geral: R. C. Sproul. Editor em português: Cláudio Antônio Batista Marra. Antigo e Novo Testamento traduzido por João Ferreira de Almeida. 2 ed. Revista e atualizada. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. 1728 pp.
BÍBLIA SAGRADA: Nova Versão Internacional. Sociedade Bíblica Internacional, 2003. 1002 pp.
Dicionários:
CHAMPLIN, Russel Norman. O Velho Testamento Interpretado Versículo por Versículo: dicionário. São Paulo, Editora Candeia, 1995. v.5, 670 pp.
FERREIRA, Aurélio. Buarque de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 3 ed., Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira S.A., 1993. 557pp.

Livros:
ANGLADA, Paulo. Introdução à Hermenêutica Reformada. Ananindeua. Knox Publicações. 2006. p. 180.
ANGLADA, Paulo. Spurgeon e o Evangelicalismo Moderno. São Paulo: Editora Os Puritanos, 1996. 50 pp.
ARNOLD, Bill T. Descobrindo o antigo testamento. Editora Cultura Cristã, 2001. 527 p.
ASSEMBLÉIA DE WESTMINSTER. Símbolos de fé: contendo a Confissão de Fé, Catecismo Maior e Breve. São Paulo: Cultura Cristã, 2005. Capitulo I
BRIGHT, John. História de Israel. São Paulo: Paulinas, 1978.
CARSON, D.A., Os Perigos da Interpretação Bíblica. São Paulo: Edições Vida Nova, 1992. 143 p.
LLOYD JONES, Martyn, Estudos no Sermão do Monte, São Paulo: Editora Fiel, 1999.
MEISTER, Mauro. Lei e Graça. São Paulo. Editora: Cultura Cristã, 2004. p.73
KAISER, Walter C. Jr. e Moisés Silva. Introdução À Hermenêutica Bíblica. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2003. 288 p.
Schultz, Samuel J. A história de Israel no Antigo Testamento. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1984. 413 p.
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENSIE. Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: guia para alunos. São Paulo: Editora: Mackenzie, 2001.



BAPTISTA, Walter Santos. O Antigo Testamento e a Pregação. Artigo disponível em:Acessado em: 16/06/2008
FILHO, Isaltino Gomes Coelho. O uso do Antigo Testamento na pregação contemporânea. Disponível em:
Acessado em: 16/06/2008
Isaltino Gomes Coelho. O uso do Antigo Testamento na pregação contemporânea.
Disponível em:
Acessado em: 16/06/2008
MEISTER, Mauro. Pregação no Antigo Testamento: É mesmo necessária?
Artigo disponível em: Acessado em: 16/06/2008

A Verdadeira morte de Yves Hublet ,o brasileiro indignado que enquadrou josé dirceu a bengalas

O deputado federal José Dirceu, do PT de São Paulo, estava cercado por jornalistas quando passou por um corredor da Câmara em 29 de novembro de 2005, um dia antes de ter o mandato cassado e os direitos políticos suspensos até 2016. Não percebeu que, na multidão, havia um dos incontáveis brasileiros indignados com a roubalheira do mensalão. As câmeras de TV documentaram a cena fora do script. Levou duas bengaladas do escritor curitibano Yves Hublet, de 67 anos. Uma acertou a clavícula, a outra atingiu os braços que protegiam o rosto.


Os flashes voltaram-se imediatamente para o homem de barbas brancas que no dia seguinte foi apresentado ao país na primeira página de todos os jornais. Desde então, Hublet, que se contentava com a restrita notoriedade que lhe dera a autoria de “Artes & Manhas do Mico-leão” e “A Grande Guerra de Dona Baleia” ─ livros infanto-juvenis bem sucedidos ─ ficou nacionalmente conhecido como o “homem da bengala”. Cinco anos depois, o escritor voltou de uma temporada na Europa, foi preso pela Polícia Federal e morreu num hospital público em Brasília.

A morte de Hublet gerou um tsunami de rumores na internet. O blog do jornalista Cláudio Humberto informou que o corpo fora “cremado na Bélgica”. O colunista Ricardo Boechat explicou que o escritor “não tinha parentes e, por isso, ninguém sabe o destino do corpo”. Em 3 de agosto, no plenário do Senado, o tucano Álvaro Dias mencionou as “circunstâncias suspeitas” da morte. O programa Fantástico, da TV Globo, designou repórteres para investigá-la. Até hoje, a imprensa que tornou Hublet famoso nada publicou de conclusivo sobre o caso.

No fim de 2006, quase um ano depois do episódio das bengaladas, Hublet, que tinha dupla cidadania, mudou-se para a Bélgica. “Ele se dizia decepcionado com o Brasil”, informou um editor dos livros infanto-juvenis, que não quis ser identificado. O escritor refugiou-se num apartamento pago pelo governo na cidade de Charleroi. Frequentava a biblioteca Arthur Rimbaud, onde consumia um bom tempo conversando com as bibliotecárias Josete, Hélène e Cécile. A solidão o animou a escrever a história de sua família.

Em abril deste ano, Hublet decolou num avião em direção ao Rio de Janeiro. Hospedou-se numa casa na Tijuca, pertencente à ex-mulher Sueli Bittencourt, com quem viveu durante 21 anos. “Ele pedia remédios para hemorróidas”, contou Sueli por telefone. “Eu perguntava se estava tudo bem, mas ele desconversava”. Do Rio de Janeiro, o escritor voou até Curitiba. Ficou na casa de um amigo em Quatro Barras, município a vinte quilômetros da capital paranaense. Em 15 de maio, jantou com o editor. “Ele estava bem, sem aparentar problemas de saúde”. Dois dias depois, partiu para Brasília.

Rômulo Marinho, que se tornou amigo de Hublet durante o convívio no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, obteve o aval da mulher para hospedá-lo. Os dois costumavam falar de política na varanda. Numa das conversas, Marinho notou que o amigo levantava-se com frequência exagerada para ir ao banheiro. “Ele disse que tinha uma pequena hemorragia retal e que vinha tomando remédios”, disse Marinho. “Quis levá-lo ao hospital, mas ele avisou que ia se tratar na Bélgica. Estava com a passagem marcada para 27 de maio”.

A empregada de Meireluci Fernandes, uma amiga de Hublet que naquela semana também o acolheu em Brasília, queixava-se por ter de limpar todos os dias o vaso sanitário repleto de sangue. O escritor ficou ali no sábado e no domingo, e retornou à casa de Marinho. Os intervalos entre as idas ao banheiro encurtaram.

Antes de embarcar rumo à Europa, Hublet foi ao guarda-móveis Dular, na Asa Sul de Brasília, onde armazenara livros e objetos antigos. Levou algumas caixas à casa de Marinho e, de uma delas, tirou um violão castigado pelo tempo. Presente para o neto do anfitrião, que encaminhou o instrumento à Serra Negra, interior de São Paulo, para que fosse restaurado pelo especialista Di Giorgio. De outra, sem que ninguém percebesse, sacou duas garruchas velhas, herança de família. Desmontou e escondeu as peças de ferro entre as roupas na mala.

Por volta das 17h do dia 27 de maio, Marinho levou Hublet ao aeroporto de Brasília, no Lago Sul. Duas horas depois, recebeu o telefonema: Hublet fora preso pela Polícia Federal, que localizou as garruchas desmontadas e instaurou o inquérito 6832010. Como não tinha o registro das armas, o escritor ficou seis dias preso numa cela da PF. Depois voltou para a casa de Marinho. Em 3 de julho, o “homem da bengala” foi internado no quarto 408 do 4º andar do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), vítima de um adenocarcinoma ─ tumor malígno que se instalou no intestino.

Depois de ler a notícia numa rede social da internet, postada por Solange Macuch, ex-namorada de Hublet em Curitiba, uma prima que mora no Rio de Janeiro, e que também pediu para não ser identificada, ligou três vezes para o hospital. “Na primeira, ouvi a voz sofrida dele”, disse. Na segunda, o som soou quase inaudível. Na terceira, a enfermeira avisou que o paciente não tinha condições físicas para atender.

Hublet morreu às 6h30 da manhã de 27 de julho. Marinho acredita que o amigo veio da Europa consciente de que não sobreviveria por muito tempo. Ele supõe que o amigo tenha enfiado as armas na mala porque, no íntimo, preferia ficar no Brasil. Márcia Oliveira, ex-mulher de Hublet na capital, desconfia de que, pelo percurso que o ex-marido fez pelo país, estava tudo planejado. O escritor despedia-se do mundo. “Ele escondeu a doença que tinha, optou por não se cuidar”.

Diferentemente do que se divulgou na internet, o corpo não foi cremado. Yves Hublet está enterrado no setor C, lote 0208, quadra 02032 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, em Brasília. Seus livros continuam circulando pelas escolas do país. A bengala ─ adquirida depois que fraturou o joelho numa queda de planador, e que acertou Dirceu em cheio ─ está guardada num quarto da casa de Rômulo Marinho. Ele pretende um dia torná-la símbolo da luta contra a Era da Mediocridade.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Deh palavras do vento.

Deh...Palavras do Vento...;
Amar ou ser Amado...


Amar e ser Amado. Se pudéssemos escolher apenas uma alternativa... O que seria mais importante? Amar ou Ser Amado? Por mais que pensemos... Fica realmente difícil encontrar uma resposta... Mas podemos tentar... Vamos presumir que a alternativa escolhida fosse Amar... Como é bom Amar... Sentir o coração bater mais forte... As mãos frias e trêmulas...as pernas fracas... O sorriso nos lábios... Sim, porque o sorriso faz parte do amor e como faz! Quando amamos, temos o privilégio de sorrir mais... Sorrimos até quando estamos parados, com o pensamento longe... Sorrimos das próprias lembranças que esse amor nos traz... e muitas vezes, quando nos damos conta... Estamos lá, não importa aonde... Mas estamos com o sorriso nos lábios... Até mesmo parados no farol a caminho de casa... No meio de um trabalho... Quem estiver prestando atenção na gente... provavelmente não vai entender nada... Mas, se essa pessoa também já amou alguma vez na sua vida... Ah, com certeza vai entender porque estamos assim... e vai sorrir também só em lembrar como ela já ficou um dia por causa do amor... Quando pensamos na pessoa amada, uma enorme sensação de leveza vai tomando conta do nosso corpo... Da nossa mente...da nossa alma...assim, sem pedir licença... Mas é uma sensação tão maravilhosa que não importa, ela é tão boa que não precisa mesmo pedir licença... pode ir entrando e tomando conta do nosso ser... Sensação de plenitude... E, agora, vamos pensar na outra escolha... Ser amado... Como é maravilhoso também saber que existe alguém que nos ama... Que se importa conosco... Que se preocupa com tudo o que nos possa acontecer... Que teme que nos aconteça algo de errado... A pessoa que nos ama está sempre vigilante... Tentando nos proteger de situações que poderiam nos machucar, e consequentemente machucar a esta pessoa também, sim, porque não podemos nos esquecer de tudo que foi dito anteriormente sobre amar... Quando somos amados, se algo de errado nos acontece, o ser que nos ama sofre muito com isso, talvez sofra mais do que nós mesmos poderíamos sofrer... O ideal seria escolher as duas alternativas Amar e Ser Amado Pois os dois sentimentos se completam Mas, nem sempre é assim... O ideal seria: Saber Amar e Ser Amado Mas isto é privilégio de poucos... talvez privilégio de quem já aprendeu muito com o amor, já cresceu muito com ele, e por isso talvez até consiga entende-lo melhor... O ideal seria: Amar sem sufocar... Amar sem aprisionar... Amar sem cobrar... Amar sem exigir... Amar sem reprimir, simplesmente Amar... E Ser Amado sem se sentir sufocado... Sem se sentir aprisionado... Sem se sentir cobrado... Sem se sentir exigido... Sem se sentir reprimido Simplesmente Ser Amado! Pois do que nos adiantaria Amar sem Ser Amado e Ser Amado sem Amar?

Deficiente usa pernas controladas por botões e consegue voltar a andar

Deficiente usa pernas controladas por botões e consegue voltar a andar


Postado por: Vera (Deficiente Ciente)
Categoria(s): Ciência e Tecnologia , Deficiência Física
Postado: Quarta-feira, Setembro 29, 2010 0

TÓQUIO - O médico japonês Eiichi Saito afirma que o primeiro par de pernas robóticas capaz de fazer pessoas paralisadas da cintura para baixo voltarem a andar deve ficar pronto em dezembro. A fase de testes do equipamento está sendo concluída. Com ele, deficientes físicos podem andar com as pernas mecânicas, controlando os movimentos por meio de botões.



Assista ao vídeo mostrando como funciona o equipamento.



As pernas tem seis motores: nos tornozelos, nos joelhos e na cintura. Depois que ele é acoplado ao corpo, o usuário pode escolher o tamanho da passada e a velocidade.



Saito trabalha na máquina há dez anos. O mais difícil, segundo ele, foi obter o equilíbrio, de forma que a pessoa pudesse andar sem tropeços.



Para resolver o problema, Saito trabalhou com uma empresa de autopeças.



O arquiteto Takanori Kato participa dos testes há três anos. Paralisado da cintura para baixo por causa de um acidente de snowboard, Kato já consegue andar 500 metros.



A expectativa da equipe é começar a alugar o equipamento para hospitais do Japão dentro de um ano.



O protótipo permitirá, inclusive, a realização de movimentos complexos como subir e descer escadas

Governo amplia uso de antirretroviral para previnir a Aids

Governo amplia uso de antirretroviral para prevenir Aids


Documento com recomendações a profissionais de saúde foi lançado.

Texto também orienta casais soropositivos que desejam ter filhos.


O uso de remédios antiaids como uma espécie de "pílula do dia seguinte" para evitar a doença foi ampliado pelo governo. Documento com recomendações a profissionais de saúde, lançado nesta segunda-feira (4), prevê a oferta dos medicamentos como prevenção de emergência para pessoas que mantiveram relação sexual sem camisinha com portadores do vírus, profissionais do sexo, usuários de drogas e gays.

Atualmente, antirretrovirais já são usados como prevenção de emergência em hospitais para reduzir o risco de infecção, mas apenas para vítimas de violência sexual ou em caso de acidentes, principalmente entre profissionais de saúde.

Chamado de Consenso Terapêutico, o texto também traz um capítulo com recomendações para soropositivos que desejam ter filhos. A ideia é esclarecer casais sobre todas as metodologias existentes para reduzir ao máximo o risco de contaminação do bebê e do parceiro, caso ele não tenha o vírus.
"É um direito de todos. Se ter filhos é a decisão do casal, cabe ao governo orientar para que esse desejo seja colocado em prática com a maior segurança", afirmou o assessor técnico do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal.
Integrantes de um grupo técnico convocado pelo governo para preparar o documento levaram pelo menos cinco meses para acertar os detalhes finais das recomendações. O debate começou em abril, conforme mostrou o jornal "O Estado de S. Paulo" na época. Hallal sabe que os temas agora abordados podem provocar polêmica. "É uma proposta corajosa. Mas é preciso encarar o debate." As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Denuncia a violência contra as pessoas idosas,que precisa de ajuda para a se recuperar aos maus tratos.

Denunciar a violência contra as pessoas idosas


A APAV lança, hoje, uma campanha de sensibilização. A dirigente, Maria Vacas, falou à HdF sobre os vários tipos de violência que se exercem sobre os idosos.

Gritar, ofender ou exercer violência física são actos violentos que põe em causa a saúde física e psíquica dos mais idosos. Para combater a violência contra as pessoas idosas, a APAV- Associação Portuguesa de Apoio à Vítima lança, hoje, uma campanha de sensibilização. A dirigente da APAV, Maria Vacas, falou à HdF sobre os vários tipos de violência que se exercem sobre os idosos.



Hospital do Futuro (HdF) - Quais são os objectivos da campanha de sensibilização sobre a Violência Contra as Pessoas Idosas?

Maria Vacas (MV) - A APAV pretende definir a violência contra a pessoa idosa como um problema social e de saúde grave, mostrando exemplos práticos de crimes. Crimes esses que podem ser de variadas índoles, como por exemplo a nível financeiro, através das burlas e extorsões. Com esta campanha pretendemos também responsabilizar os cidadãos para este problema que afecta os mais idosos, sensibilizando-os para os diversos tipos de violência e apelando à denúncia através de contactos rápidos.



HdF - A APAV tem um projecto específico para a Terceira Idade, o Títono. Em que consiste este projecto?

MV - A nossa associação tem apostado na ajuda aos mais idosos desde 1999, o Ano Internacional da Pessoa Idosa. Desde então tentamos fazer um percurso idêntico ao projecto que temos de apoio às mulheres vítimas de violência. O projecto Títono surgiu com o objectivo de apoiar as vítimas de crime e violência, sendo co-financiado pela Direcção-Geral de Saúde e pela Fundação Montepio. No projecto elaborámos um manual que se divide em duas partes: compreender o fenómeno do envelhecimento e saber como se deve proceder face a esta fase da vida. No âmbito do Títono organizamos também acções de (in) formação e sensibilização junto dos profissionais de saúde e dos jovens (do Ensino Básio ao Ensino Superior). Nesta campanha que lançamos hoje vamos ter também informação na rádio, em spots televisivos, panfletos e cartazes, para que a informação chegue a toda a população.



HdF - Qual é a realidade da violência contra pessoas idosas em Portugal?

MV - A APAV lançou recentemente um estudo que demonstra um aumento de 120% de casos de violência contra idosos entre 2000 e 2009. A maioria das vítimas são mulheres e os agressores são, na maioria das vezes, homens. Regra geral há uma relação familiar entre vítima e agressor. Não se trata apenas de violência doméstica, mas também de violência perpetrada pelo filho ou pela filha.



HdF - Qual é o tipo de violência que se exerce sobre os idosos?

MV - A violência inclui maus-tratos físicos e psíquicos, mas também ofensas à integridade física, ameaças, coacção, furto, falsificação de documentos, omissão de auxílio, entre outras.



HdF - E especificamente a nível da saúde?

MV - A nossa associação tem verificado que os profissionais de saúde recorrem cada vez mais a nós em casos de violência física grave. A pessoa tem alta médica, mas em termos sociais continua a ser alvo de violência e precisa de ajuda. Outro problema que se destaca é a depressão. A violência não é só física. Por violência entende-se também a coacção psicológica, o «chamar nomes», dizer à pessoa que já não tem capacidades, etc. Há muitos outros problemas, como a falta de cuidados continuados no caso de a pessoa ter sido vítima de violência física, desidratação, entre outros. Como refere a campanha, a violência magoa, mas o silêncio pode magoar ainda mais.



HdF - Que tipo de apoio podem dar na APAV?

MV - Prestamos apoio a nível social, psicológico e jurídico. Sempre que há um pedido de ajuda elaboramos um projecto que é trabalhado com a pessoa que pede apoio, seja ela o próprio idoso ou familiares, amigos ou outros terceiros.

Venezuela teve 16.917 sequestros em 2009,segundo relatório oficial.

Venezuela teve 16.917 sequestros em 2009, segundo relatório oficial


Em 80% dos casos, libertação no mesmo dia sinaliza 'sequestro relâmpago'.

Maior parte das vítimas é de classe média.

Na Venezuela foram registrados 16.917 sequestros em 2009, principalmente nas cidades e contra pessoas de classe média, segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), divulgado neste domingno pelo jornal "El Nacional".

Do total de sequestros realizados entre julho de 2008 e julho de 2009, 90,4% se localizaram nos estados do centro do país, afastado das zonas rurais e fronteiriças, cenários naturais desses crimes.


O ministério do Interior e Justiça abriu apenas 1.332 investigações pelos sequestros em 2008 e 2009, o que equivale a 7% da cifra publicada pelo INE, segndo o jornal.
De acordo com o informe, duas em cada três vítimas de sequestro pertencem à classe média ou média-baixa, e em mais de 80% dos casos, as pessoas foram libertadas no mesmo dia, o chamado "sequestro relâmpago".
Além disso, três de cada quatro sequestrados são homens e 44,4% do total têm entre 25 e 44 anos.
Este relatório não foi divulgado publicamente pelas autoridades.
Violência

Há dois dias, o mesmo jornal publicou que a Venezuela registrou 19.133 assassinatos em 2009 cometidos principalmente com armas de fogo, segundo outro informe elaborado pelo INE.
Desse total, 15.191 foram praticados com armas de fogo, segundo o relatório estabelecendo que a maioria das pessoas assassinadas eram homens de entre 25 e 44 anos de idade e pertenciam às classes mais desfavorecidas da população.
O informe "Pesquisa Nacional de Vitimização e Percepção de Segurança Cidadã 2009" foi elaborado pelo INE a pedido da vice-presidência da República, entre agosto e novembro de 2009, sendo apresentado ao governo do presidente Hugo Chávez em maio deste ano.
O informe não havia sido divulgado publicamente pelas autoridades.
Na Venezuela, o governo não publica números sobre a violência há muitos anos e é a imprensa que apresenta semanalmente estatísticas sobre crimes baseando-se no número de corpos que ingressam nos necrotérios.
A Organização Observatório Venezuelano da Violência calculou por sua vez que em 2009 foram assassinadas 16.047 pessoas contra 14.800 em 2008.
A violência é um dos assuntos que mais preocupam os venezuelanos a um mês das eleições parlamentares, que poderiam marcar o retorno da oposição ao Legislativo.